Atentado em Madri
Escrito pela professora Fátima Barbosa
Quinta feira , dia 11 de
março de 2004, dez bombas explodiram em três estações de trem de Madri em
plena hora do rush pela manhã. A tragédia só não foi maior porque três outras
bombas foram detonadas pela polícia local de maneira controlada. O saldo do
atentado : cerca de 200 mortos e cerca de 1.500 feridos.
A autoria do atentado que deixou o mundo boquiaberto ainda
é uma incógnita : ETA ou AL-QAEDA?
As autoridades espanholas sem qualquer investigação apontaram
o dedo acusador para o ETA (Euskadi Ta Askatasuna, ou seja, Pátria Basca e
Liberdade) , porém mais tarde uma suposta carta da organização de Osama Bin
Laden foi enviada a um jornal árabe em Londres e assumiu o atentado.
Geralmente o ETA que é um grupo separatista basco que já
matou mais de 800 pessoas nos últimos 35 anos tem como alvo políticos espanhóis.
Esse atentado visou atingir o maior número possível de vítimas indefesas,
portanto lembra bastante o atentado em 11 de setembro de 2001, 2 anos e meio
antes, cuja responsabilidade foi da AL-QAEDA, grupo de Bin Laden.
A lógica consagrada pela turma de Bin Laden visa derramar
sangue inocente de modo tão espetacular que não possa ser ignorado pela mídia
ou pelos governos.
Não se pode esquecer que para cada ação existe uma reação.
Sabe-se que Bush (atual presidente dos EUA) tem uma política externa agressiva
e arrogante e que os EUA são "parceiros" dos judeus na questão palestina,
pois Israel recebe ajuda financeira da comunidade judaica americana e por
isso o século XXI teve um trágico início: os atentados em 11 de setembro de
2001. Sabe-se também que a Espanha apoiou incondicionalmente o ataque ao Iraque
em 2003 e a resposta a isso segundo a carta atribuída ao grupo islâmico AL-QAEDA
foi o ataque à Madri. O problema é que 91% da população espanhola não apoiava
o ataque anglo-americano ao Iraque e essa mesma população foi a principal
vítima do atentado.
Três dias depois da carnificina em Madri o eleitor espanhol
em vez de manter no poder os conservadores de José Maria Aznar, conforme previam
as pesquisas eleitorais, entregou o governo ao socialista José Luis Rodrigues
Zapatero. O eleitor espanhol não perdoou a tentativa de Aznar de manipular
as informações sobre os autores do atentado. O problema é que talvez os terroristas
se sintam fortalecidos e possam explodir mais bombas em outros países às vésperas
de eleições que queiram influenciar.
A lição deixada para Aznar que perdeu as eleições vem da
história, ou seja, do ex - presidente dos EUA Abraham Lincoln, que governou
seu país durante a guerra da Secessão: "Não se pode enganar todo o povo
todo o tempo". Ainda bem!!!