Domingo, 05 de Setembro de 2010
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Reforma Tributária

Escrito pela professora Fátima Barbosa

    O leão é o símbolo dos tributos ou impostos que nós brasileiros pagamos ao governo. Na selva africana ele chega a 250 quilos e passa de 3 metros de comprimento. Seu rugido é tido como o mais aterrorizador e espetacular dos sons produzidos pelos animais selvagens . Dono de um apetite ilimitado, é capaz de comer até 30 quilos de carne numa refeição.
    No Brasil o apetite do leão só é saciado quando ele consegue morder quase 5 meses de salário das pessoas e da produção das empresas. O governo recusa-se a colocá-lo atrás das grades.
    O pior é que em toda a história da humanidade não há um só registro de um país que tenha crescido num ambiente de tributos elevados. Sempre acontece o contrário. São insuficientes as promessas de que o volume de impostos não vai subir. É preciso cortá-los. Na impossibilidade prática de chegar a essa solução ideal é preciso perseguir uma meta mais viável: gastar melhor.
    Analisando o governo FHC, as despesas públicas aumentaram mais de 6% ao ano entre 1995 e 2002. Nesse mesmo período a economia cresceu uma taxa de 2,4% ao ano. Ou seja, menos da metade.
    No Brasil uma família de classe média alta com uma renda bruta em torno de 10 000 reais tem 40% desse valor sulgados por impostos de toda ordem. São 27 diferentes impostos mensais, quase um por dia. Cabe dizer que o governo não oferece com devida qualidade serviços que o cidadão brasileiro que pagou impostos a vida toda teria direito, por exemplo: previdência , saúde e educação. Além de pagarmos impostos pagamos também o que o governo deveria nos dar : previdência privada, plano de saúde e escolas particulares.
    No Brasil a carga tributária faz outra vítima : a empresa. As empresas brasileiras pagam impostos sobre tudo : o faturamento, o lucro, a folha de pagamento , etc. Muitas empresas arcam com planos de saúde, previdência privada, vale transporte. Dessa maneira muitas empresas não agüentam a carga tributária e vão à falência.
    Precisamos saber que é hora de mudar.