Reforma Tributária
Escrito pela professora Fátima Barbosa
O leão é o símbolo dos tributos ou impostos que nós brasileiros pagamos ao
governo. Na selva africana ele chega a 250 quilos e passa de 3 metros de comprimento.
Seu rugido é tido como o mais aterrorizador e espetacular dos sons produzidos
pelos animais selvagens . Dono de um apetite ilimitado, é capaz de comer até
30 quilos de carne numa refeição.
No Brasil o apetite do leão só é saciado quando ele consegue
morder quase 5 meses de salário das pessoas e da produção das empresas. O
governo recusa-se a colocá-lo atrás das grades.
O pior é que em toda a história da humanidade não há um
só registro de um país que tenha crescido num ambiente de tributos elevados.
Sempre acontece o contrário. São insuficientes as promessas de que o volume
de impostos não vai subir. É preciso cortá-los. Na impossibilidade prática
de chegar a essa solução ideal é preciso perseguir uma meta mais viável: gastar
melhor.
Analisando o governo FHC, as despesas públicas aumentaram
mais de 6% ao ano entre 1995 e 2002. Nesse mesmo período a economia cresceu
uma taxa de 2,4% ao ano. Ou seja, menos da metade.
No Brasil uma família de classe média alta com uma renda
bruta em torno de 10 000 reais tem 40% desse valor sulgados por impostos de
toda ordem. São 27 diferentes impostos mensais, quase um por dia. Cabe dizer
que o governo não oferece com devida qualidade serviços que o cidadão brasileiro
que pagou impostos a vida toda teria direito, por exemplo: previdência , saúde
e educação. Além de pagarmos impostos pagamos também o que o governo deveria
nos dar : previdência privada, plano de saúde e escolas particulares.
No Brasil a carga tributária faz outra vítima : a empresa.
As empresas brasileiras pagam impostos sobre tudo : o faturamento, o lucro,
a folha de pagamento , etc. Muitas empresas arcam com planos de saúde, previdência
privada, vale transporte. Dessa maneira muitas empresas não agüentam a carga
tributária e vão à falência.
Precisamos saber que é hora de mudar.